Professores torturam alunos?

Yeda Crusius (Governadora do RS) acusa professores de torturar crianças

Nesta manhã de Quinta feira, professores em manifestação contra Yeda Crusius foram acusados pela governadora do RS de torturar crianças. Algemados e encarregados à delegacia os professores foram acusados de agredir um policial, resistir a prisão e perturbar a ordem. Os professores reclamavam das condições de trabalho em salas de aula de latas e pediam o impeachment da governadora.

Escola de lata, onde as crianças são submetidas a temperaturas próximas de 40 oC

Em São Paulo, governado por Serra, uma decisão judicial anulou uma prova legítima promovida e aplicada por autoridades do Estado de São Paulo onde mais da metade dos candidatos foram reprovados, sendo uma grande parte deles, reprovados com a nota zero. Gerando na época polêmicas repercussões conhecidas na mídia como “Professor Nota Zero”.

Brincar de governo

Lula ainda deixa a desejar tanto quantos os anteriores no que se refere à educação, concordo com Jabor ao dizer que a educação sofre falta de investimentos por não ser reconhecida pelos eleitores. Então antes de culpar governantes, olhemos para o espelho para refletir nossos critérios na escolha dos candidatos. Afinal,  ensinar a pescar é muito mais importante que dar o peixe. Pois medidas paliativas (e eleitoreiras) como cotas e bolsas apenas escondem o desinteresse dos governantes em criar um ensino público de qualidade para que nossas crianças disputem em pé de igualdade, não apenas os vestibulares, mas as vagas de trabalho nas melhores empresas do mundo globalizado.

Com baixos salários, os professores são obrigados a buscarem acúmulos de trabalhos entre setores públicos e privados, esticando suas jornadas de trabalhos aos extremos uma vez que faz parte da profissão muitas atividades extra classe como preparar e corrigir provas, programar aulas, comparecer a reuniões e comemorações cívicas, etc… É claro que isso reflete na qualidade do ensino, uma vez que o profissional é exposto a uma exaustiva maratona pelo seu sustento.

Você já parou pra pensar nas transformações que a escola brasileira sofreu nas últimas décadas?

Tempos modernos (mentes retrógradas)

Fugindo de suas responsabilidades a atual administração do Governo do Estado de São Paulo resolveu remediar a situação aplicando uma prova, onde 214 mil professores se submeteram, em lugar de aplicar concurso para efetivar os professores com melhores qualificações e proporcionar a população um ensino de melhor qualidade com profissionais especializados.
Pergunto aos meus leitores: de que outra forma poderemos melhorar a qualidade de ensino senão pela contratação de mão-de-obra especializada? O atual sistema de atribuição de aulas a temporários e eventuais sofre práticas semelhantes ao que chamamos de nepotismo, já que diretores e demais membros das secretarias de cada unidade escolar escolhem os profissionais para preencher algumas vagas conforme seus vínculos ou ímpetos emocionais. Isso implica ao novo profissional na carreira de docente, sorte e não mérito, uma vez que experiência só é possível adquirir aos felizardos que receberam a chance de começar a trabalhar.

A medida liminar prejudicou o acesso dos professores aprovados em exame e com tempo de serviço a ocupar as vagas disponíveis em lugar de professores que não passaram neste exame nem em nenhum outro, prevalecendo o retrógado e comprovadamente deficiente sistema de atribuição de aulas apenas pelo tempo de serviço.
Tal retrocesso foi possível graças à ação protestante de uma instituição aparentemente com fins lucrativos que arrecada mensalidades de professores e se julga o sindicato defensor desta classe trabalhadora, quando na verdade defende apenas seus sócios mensalistas.
A situação dos professores recém formados, os quais não têm chance de trabalho porque o governo não atribui na totalidade suas aulas mediante concurso público, como é feito acertadamente com os demais setores do funcionalismo público.

Violência nas escolas

Como acontece na polícia, uma minoria de professores sem ética acaba por sujar a imagem do profissional da educação. O resultado é a falta de credibilidade dos pais nos professores que não conseguem resultados com as crianças, baixos salários, má reputação e perda do respeito pela autoridade do mestre na sala de aula pelas próprias crianças. É um absurdo que professores se neguem a aprender o próprio material que precisam ensinar as crianças, e mesmo antes da aplicação da avaliação, movimentem sindicatos para impedir que o governo capacite e avalie periodicamente a qualidade dos profissionais da rede pública de ensino.

Alunos armados (Escolas são alvos da atuação de traficantes)


Meu depoimento

Ouvi todo tipo de insultos destes professores quando defendi minhas opiniões na atribuição em que me arrancaram o direito adquirido com esta prova em que acertei 23 das 25 questões tanto em história como em geografia. Leciono desde 2004 como substituto, nunca tive um concurso do Estado de SP em história para prestar já que o último foi em 2003. Preparo minhas aulas com antecedência onde uso todos os recursos audiovisuais que o financiamento próprio me permite, redijo um blog sobre educação quase diariamente e estou preparando meu mestrado entre uma substituição e outra nos três períodos que passo em diversas escolas para poder sacar pouco mais de R$500 no final do mês sem direito a tickets, feriados, etc.

Que vontade de se atualizar um professor pode ter já que tem acesso a sala de aula sem qualquer avaliação de suas capacidades para exercer a profissão de educador? Que valor tem a educação se não exigimos concurso público para contratar professores com mérito e eliminar um número tão expressivo de temporários?

Quando professores recém formados poderão trabalhar como professor em lugar de fazer bico (eventuar) nas escolas?

Depoimento de uma leitora do Jornal Diário Popular

Com relação a vitória da APEOESP sobre a Secretaria Estadual de Educação no caso da prova suspensa dos professores temporários, na qual muitos tiraram nota zero ou avaliações baixas pergunto:

1) Quem será responsabilizado pelo péssimo ensino no Estado, a secretaria ou a APEOESP?

2) Que estímulo terão os professores mais antigos da rede para se atualizarem, se já sabem que pegarão todos os anos aulas nas escolas estaduais porque a APEOESP os defenderá e garantirá suas aulas? Para que se atualizar? Para que se aprimorar?

3) O que acontecerá com os professores mais jovens que não terão vez para dar aulas e se iniciarem na carreira que escolheram?

4) Será que a juíza que deu a liminar em favor da APEOESP gostaria que um filho seu tivesse aula com um desses professores que não conhecem a matéria que lecionam?

5) A APEOESP não se envergonha da defesa que fez?

Fonte: Maria Luiza Rezende para o jornal Diário Popular

E você caro leitor, é estudante? Tem filhos? Utiliza a rede pública de ensino? Conhece algum político que matricula seus filhos na rede escolar pública?

Você concorda que os professores precisam ser avaliados periodicamente e que o governo deve manter subsídios para que os mesmos se atualizem com salários dignos?

Mentes pensantes (Professores com amor a profissão estimulam alunos a refletir sobre o que está sendo aprendido)

Participe!

Concordando ou não com a opinião do Blog, contamos com os comentários para debater as idéias que constroem o nosso país.


Enjoy😉

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